29 de março de 2011

Governo do Estado lança materiais informativos sobre direitos de travestis e transexuais

Para celebrar o Dia Nacional de Visibilidade Trans (29 de janeiro), o Programa Rio sem Homofobia, executado pela Superintendência de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, lançará nesta sexta-feira (28) materiais informativos sobre os direitos civis de travestis e transexuais, que circularão pela web, bares e locais de convivência deste público e também por delegacias, postos de saúde, escolas e outros órgãos.

“O programa Rio sem Homofobia é um conjunto de políticas públicas para combater a homofobia e promover a cidadania LGBT. É importante lembrar que a comunidade de travestis e transexuais é a mais atingida pela intolerância e o ódio. Elas são xingadas, violentadas e carregam um estigma criminoso que deve ser revertido. Neste dia queremos esclarecer que travestis e transexuais também são cidadãs e possuem seus direitos, como todos nós!”, enfatiza o superintendente e coordenador do programa Rio sem Homofobia, Cláudio Nascimento. 

Entre março e dezembro de 2010 foram 92 protocolos de atendimento a travestis e transexuais, sendo que aproximadamente 60% (ou 55 protocolos de atendimento) dizem respeito à violência. Os demais estão relacionados, principalmente, com a retificação de registro civil (mudança de nome) e busca por outros direitos.

Fonte: Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Governo do Estado do Rio de Janeiro

II Simpósio Internacional de Educação Sexual - Gênero, direitos e diversidade sexual: trajetórias escolares

O II Simpósio Internacional de Educação Sexual - Gênero, direitos e diversidade sexual: trajetórias escolares acontecerá  nos dias 28, 29 e 30 de Abril, na Universidade Federal de Maringá (UEM), no município de Maringá, Paraná.
Acesse o site: www.sies.uem.br

17 de março de 2011

Diversidade Cultural e Racial


     

Costumes Internacionais

Governo pretende acabar com a discriminação de gêneros no país

Governo pretende acabar com a discriminação de gêneros no país
09/03/2011 - 11h24 (Redação AgoraVale/Agência Brasil)


Após dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009 e concluída na Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2010, o governo federal passa a ter uma maior preocupação com a diversidade de gêneros no país. A pesquisa mostra que as mulheres ainda continuam recebendo salários menores que os homens, mesmo sendo mais escolarizadas (58% do rendimento deles); além disso, trabalham menos horas semanais que eles (36,5), mas em casa, predominam os afazeres domésticos femininos (22h/semana).

Mas o ponto-chave que atiçou a curiosidade do governo, é a discriminação que acontece desde cedo, na escola, e que é tomada como "normal". Um exemplo, são as filas escolares, uma de meninos e outra de meninas, ou ainda, de que "mocinhas são comportadas e quietas".

“Esse direcionamento é feito pela família e também pela escola. As meninas vão, aos poucos, migrando para as áreas de assistência social, educação. Tudo que trata da área de cuidar do outro. Ficam com os meninos as áreas de mais ousadia e inovação. Isso é parte da explicação do porquê temos tão poucas mulheres cientistas”, disse a ministra Iriny Lopes da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SEPM).

Um dos intuitos do governo é mudar este quadro até 2014 através da formação de professores em gênero e diversidade, que darão mais autonomia às mulheres. O programa é coordenado pelo Ministério da Educação e tem por base, a SEPM.


http://www.agoravale.com.br/agoravale/noticias.asp?id=29606&cod=1, acessado em 17/03/2011

Diversidade no Brasil

15 de março de 2011

Desigualdade Social e Pobreza

fonte http://brasilescola.com/sociologia/classes-sociais.htm


A desigualdade social e a pobreza são problemas sociais que afetam a maioria dos países na atualidade. A pobreza existe em todos os países, pobres ou ricos, mas a desigualdade social é um fenômeno que ocorre principalmente em países não desenvolvidos.
O conceito de desigualdade social é um guarda-chuva que compreende diversos tipos de desigualdades, desde desigualdade de oportunidade, resultado, etc., até desigualdade de escolaridade, de renda, de gênero, etc. De modo geral, a desigualdade econômica – a mais conhecida – é chamada imprecisamente de desigualdade social, dada pela distribuição desigual de renda. No Brasil, a desigualdade social tem sido um cartão de visita para o mundo, pois é um dos países mais desiguais. Segundo dados da ONU, em 2005 o Brasil era a 8º nação mais desigual do mundo. O índice Gini, que mede a desigualdade de renda, divulgou em 2009 que a do Brasil caiu de 0,58 para 0,52 (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade), porém esta ainda é gritante.
Alguns dos pesquisadores que estudam a desigualdade social brasileira atribuem, em parte, a persistente desigualdade brasileira a fatores que remontam ao Brasil colônia, pré-1930 – a máquina midiática, em especial a televisiva, produz e reproduz a ideia da desigualdade, creditando o “pecado original” como fator primordial desse flagelo social e assim, por extensão, o senso comum “compra” essa ideia já formatada –, ao afirmar que são três os “pilares coloniais” que apoiam a desigualdade: a influência ibérica, os padrões de títulos de posse de latifúndios e a escravidão. É evidente que essas variáveis contribuíram intensamente para que a desigualdade brasileira permanecesse por séculos em patamares inaceitáveis.
Todavia, a desigualdade social no Brasil tem sido percebida nas últimas décadas, não como herança pré-moderna, mas sim como decorrência do efetivo processo de modernização que tomou o país a partir do início do século XIX.
Junto com o próprio desenvolvimento econômico, cresceu também a miséria, as disparidades sociais – educação, renda, saúde, etc. – a flagrante concentração de renda, o desemprego, a fome que atinge milhões de brasileiros, a desnutrição, a mortalidade infantil, a baixa escolaridade, a violência. Essas são expressões do grau a que chegaram as desigualdades sociais no Brasil.
Segundo Rousseau, a desigualdade tende a se acumular. Os que vêm de família modesta têm, em média, menos probabilidade de obter um nível alto de instrução. Os que possuem baixo nível de escolaridade têm menos probabilidade de chegar a um status social elevado, de exercer profissão de prestígio e ser bem remunerado. É verdade que as desigualdades sociais são em grande parte geradas pelo jogo do mercado e do capital, assim como é também verdade que o sistema político intervém de diversas maneiras, às vezes mais, às vezes menos, para regular, regulamentar e corrigir o funcionamento dos mercados em que se formam as remunerações materiais e simbólicas.
Observa-se que o combate à desigualdade deixou de ser responsabilidade nacional e sofre a regulação de instituições multilaterais, como o Banco Mundial. Conforme argumenta a socióloga Amélia Cohn, a partir dessa ideia “se inventou a teoria do capital humano, pela qual se investe nas pessoas para que elas possam competir no mercado”. De acordo com a socióloga, a saúde perdeu seu status de direito, se tornando um investimento na qualificação do indivíduo.
Ou, como afirma Hélio Jaguaribe em seu artigo No limiar do século 21: “Num país com 190 milhões de habitantes, um terço da população dispõe de condições de educação e vida comparáveis às de um país europeu. Outro terço, entretanto, se situa num nível extremamente modesto, comparável aos mais pobres padrões afro-asiáticos. O terço intermediário se aproxima mais do inferior que do superior”.
A sociedade brasileira deve perceber que sem um efetivo Estado democrático, não tem como combater ou mesmo reduzir significativamente a desigualdade social no Brasil.
Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Sociologia - Brasil Escola
IDENTIDADE CULTURAL




por CELIA REGINA DOS SANTOS IOSHIZAKI - domingo, 5 dezembro 2010, 01:51
Identidade cultural é o sentimento de identidade de um grupo ou cultura, ou de um indivíduo, na medida em que ele é influenciado pela sua pertença a um grupo ou cultura e/ou seus mecanismos de afiliação/ exclusão do mesmo.

Descrição
Identidade é a igualdade completa. Cultural é um adjetivo de saber. Logo, a junção das duas palavras produz o sentido de saber se reconhecer. Muitas questões contemporâneas sobre cultura se relacionam com questões sobre identidade. A discussão sobre a identidade cultural acaba influenciada por questões sobre: lugar, gênero, raça, história, nacionalidade, orientação sexual, crença religiosa e etnia.

Na percepção individual ou coletiva da identidade, a cultura exerce um papel principal para delimitar as diversas personalidades, os padrões de conduta e ainda as características próprias de cada grupo humano. A influência do meio constantemente modifica um ser já que nosso mundo é repleto de inovações e características temporárias, os chamados "modismos". No passado as identidades eram mais conservadas devido à falta de contato entre culturas diferentes; porém, com a globalização, isso mudou fazendo com que as pessoas interagissem mais, entre si e com o mundo ao seu redor. Uma pessoa que nasce em um lugar absorve todas as características deste, entretanto, se ela for submetida a uma cultura diferente por muito tempo, ela adquirirá características do novo local onde está agregada.

Para o teórico Milton Santos, o conhecimento e o saber se renovam do choque de culturas, sendo a produção de novos conhecimentos e técnicas, produto direto da interposição de culturas diferenciadas - com o somatório daquilo que anteriormente existia. Para ele, a globalização que se verificava já em fins do século XX tenderia a uniformizar os grupos culturais, e logicamente uma das conseqüências seria o fim da produção cultural, enquanto gerador de novas técnicas e sua geração original. Isto refletiria, ainda, na perda de identidade, primeiro das coletividades, podendo ir até ao plano individual.

Segundo Stuart Hall (1999) uma identidade cultural enfatiza aspectos relacionados a nossa pertença a culturas étnicas, raciais, linguísticas, religiosas, regionais e/ou nacionais. Ao analisar a questão, este autor focaliza particularmente as identidades culturais referenciadas às culturas nacionais. Para ele, a nação é além de uma entidade política – o Estado –, ela é um sistema de representação cultural (grifos do autor). Noutros termos, a nação é composta de representações e símbolos que fundamentam a constituição de uma dada identidade nacional. Segundo Hall (1999), as culturas nacionais produzem sentidos com os quais podemos nos identificar (grifo do autor) e constroem, assim, suas identidades. Esses sentidos estão contidos em estórias, memórias e imagens que servem de referências, de nexos para a constituição de uma identidade da nação. Entretanto, segundo Hall (1999), vivemos atualmente numa “crise de identidade” que é decorrente do amplo processo de mudanças ocorridas nas sociedades modernas. Tais mudanças se caracterizam pelo deslocamento das estruturas e processos centrais dessas sociedades, abalando os antigos quadros de referência que proporcionavam aos indivíduos uma estabilidade no mundo social. A modernidade propicia a fragmentação da identidade. Conforme ele, as paisagens culturais de classe, gênero, sexualidade, etnia, raça e nacionalidade não mais fornecem “sólidas localizações” para os indivíduos. O que existe agora é descentramento, deslocamentos e ausência de referentes fixos ou sólidos para as identidades, inclusive as que se baseiam numa idéia de nação.

CONFERIR: HALL, Stuart. A Identidade Cultural na Pós-Modernidade. 3º ed. Rio de Janeiro: DP&A Editora, 1999.

Ver também
•Quilombolas
•Povos ameríndios
•Estigma social
•Identidade homossexual (LGBT)
•Idiomas minoritários
•Etnicidade
•Personalidade
Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Identidade_cultural"
Categorias: Antropologia | Psicologia social | Geografia cultural
Categoria oculta: !Artigos que carecem de fontes desde Fevereiro de 2008
Esta página foi modificada pela última vez às 06h17min de 4 de dezembro de 2010.

A Educação em Valores na Lei de Diretrizes e Bases

Um dos pontos altos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) é o reconhecimento da importância dos valores na educação escolar.
Para isso, a LDB assinala que o fim último da educação é a formação da cidadania, que deve estar incorporada nas finalidades da Educação Básica, com princípios e valores fundamentais que dão um tratamento novo e transversal ao currículo escolar.
Anterior à promulgação da LDB, sabe-se que, tradicionalmente, afora o trabalho das escolas confessionais ou religiosas, os valores vinham sendo ensinados, em sala de aula, de forma implícita, sem aparecer na proposta pedagógica da escola, configurando o que denominamos de parte do currículo oculto da escola.
A partir da nova LDB, promulgada em particular com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), ficou explicitado, para todas as instituições de ensino, o reconhecimento da importância do ensino e da aprendizagem dos valores na educação escolar. Doutra sorte, o Conselho Nacional de Educação (CNE), ao estabelecer as diretrizes curriculares para a Educação Básica, deu um caráter normativo à inserção e integralização dos conteúdos da educação em valores nos currículos escolares.
A idéia de que a educação em valores permeia os dispositivos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional pode ser observada à primeira leitura do art. 2º, que, ao definir a educação como dever da família e do Estado, afirma que aquela é inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tendo por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Depreende-se da leitura do art. 2º da LDB que a educação em valores dá sentido e é o fim da educação escolar, já que, junto com a aquisição de conhecimentos, competências e habilidades, faz-se necessária a formação de valores básicos para a vida e para a convivência, as bases para uma educação plena, que integra os cidadãos em uma sociedade plural e democrática.
No seu art. 3º, a LDB elenca, entre os princípios de ensino, vinculados diretamente à educação em valores, à liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber (inciso II), pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas (inciso III); respeito à liberdade e apreço à tolerância (inciso IV) e gestão democrática do ensino público, na forma dessa lei e da legislação dos sistemas de ensino (inciso VIII).
O art. 27 da LDB faz referência à educação em valores ao determinar que os conteúdos curriculares da Educação Básica observarão, ainda, as seguintes diretrizes: “A difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e à ordem democrática” (inciso I).
A educação em valores deve ser trabalhada na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, etapas, conforme a nova estruturação da Educação Básica, previstas na LDB.
No art. 29, a LDB determina que a Educação Infantil, sendo a primeira etapa da Educação Básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. É interessante assinalar que a educação em valores se fundamenta no respeito mútuo do desafio do professorado, do aluno e da família. Requer, pois, que as instituições de ensino utilizem o diálogo interativo, o envolvimento dos professores, alunos e seus pais ou responsáveis.
No que se refere ao Ensino Fundamental, a LDB aponta a educação em valores como o principal objetivo dessa etapa da Educação Básica. A formação do cidadão, mediante aquisição de conhecimentos através do desenvolvimento da capacidade de aprender, tem como estratégias básicas o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo e, também, de três competências relacionadas explicitamente com a educação em valores: a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade (inciso II); o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades, e a formação de atitudes e valores (inciso III); e o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social (inciso IV).
Para o Ensino Médio, a LDB, no seu art. 35, aponta para além do desenvolvimento cognitivo, que se caracteriza pela consolidação e pelo aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos (inciso I), e pela preparação básica do educando para o trabalho e a cidadania (inciso II). E, explicitamente, aponta o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; e, mais ainda, a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina (inciso IV).

Este artigo foi gentilmente cedido pelo professor Vicente Martins.
Professor Vicente Martins – Cearense de Iguatu, é graduado e pós-graduado em Letras pela Universidade Estadual do Ceará (UFC). Mestre em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Professor dos cursos de Letras e Psicopedagogia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA)

INCLUSÃO SOCIAL:

As diferenças enriquecem a vida de todos
É difícil pensarmos que pessoas são excluídas do meio social em razão das características físicas que possuem, como qualquer outra, como cor da pele, cor dos olhos, altura, peso e formação física. Já nascemos com essas características e não podemos de certa forma ser culpados por tê-las.

A inclusão está ligada a todas as pessoas que não tem as mesmas oportunidades dentro da sociedade. Mas os excluídos socialmente são também os que não possuem condições financeiras dentro dos padrões impostos pela sociedade, os idosos, os negros e os portadores de deficiências físicas, como cadeirantes, deficientes visuais, auditivos e mentais. Existem as leis específicas para cada área, como a das cotas de vagas nas universidades, em relação aos negros, e as que tratam da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

O mundo sempre esteve fechado para mudanças, em relações a essas pessoas, porém, a partir de 1981, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou um decreto tornando este ano como o Ano Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiências (AIPPD), época em que se passou a perceber que as pessoas portadoras de alguma necessidade especial eram também merecedoras dos mesmos direitos que os outros cidadãos.

A princípio, ganharam alguma liberdade através das rampas, que permitiram maior acesso às escolas, igrejas, bares e restaurantes, teatros, cinemas, os meios de transporte, onde, aos poucos, o mundo foi se remodelando para dar-lhes maiores oportunidades.
Hoje é comum vermos anúncios em jornais, de empresas contratando essas pessoas, sendo que de acordo com o número de funcionários da mesma, existe uma cota, uma quantidade de contratação exigida por lei. Uma empresa com até 200 funcionários deve ter em seu quadro 2% de portadores de deficiência (ou reabilitados pela Previdência Social); as empresas de 201 a 500 empregados, 3%; as empresas com 501 a 1.000 empregados, 4%; e mais de 1.000 empregados, 5%.

Nossa cultura tem uma experiência ainda pequena em relação à inclusão social, com pessoas que ainda criticam a igualdade de direitos e não querem cooperar com aqueles que fogem dos padrões de normalidade estabelecido por um grupo que é maioria. E diante dos olhos deles, também somos diferentes.

E é bom lembrar que as diferenças se fazem iguais quando colocadas num grupo que as aceitem e as consideram, pois nos acrescentam valores morais e de respeito ao próximo, com todos tendo os mesmos direitos e recebendo as mesmas oportunidades diante da vida.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Culinaria Quilombola

por LUZINETE GUEDES DA ROCHA TEIXEIRA - sábado, 4 dezembro 2010, 23:41
Expointer: expositores e visitantes aprovam feira da agricultura familiar
Em sua nona edição, a Feira da Agricultura Familiar consagra-se perante expositores e visitantes como um espaço legítimo do segmento dentro da Expointer, em Esteio (RS). Os freqüentadores têm sido unânimes ao avaliar a evolução da mostra, que este ano se destaca pela melhoria nas condições de infra-estrutura do pavilhão que abriga o evento, além da já tradicional diversidade.
Com as mãos repletas de sacolas, o aposentado Vendelino Junges, de Sapucaia do Sul, região Metropolitana de Porto Alegre, resume em poucas palavras os motivos que o fazem, anualmente, quando visita a Expointer, procurar os produtos da agricultura familiar. São produtos bons, de produtores que já são meus conhecidos e com preços que valem à pena, enumera. Em apenas uma volta pela feira, Junges comprou cucas, bolachas, salamito, charque e mel produto este que ele destaca como exemplo de preço atrativo. De acordo com o aposentado, na feira ele paga R$ 7 o quilo, em média, frente aos R$ 11 que habitualmente gasta no comércio tradicional.
Investimento do MDA
Quem acompanha a feira desde 1999, ano de sua primeira edição, sabe melhor do que ninguém avaliar a evolução do evento. É o caso do agricultor Samuel Brugalli, de Garibaldi, região serrana do Rio Grande do Sul. No primeiro ano, ficamos embaixo de uma lona, em bancas de madeira, o chão forrado de cascalho, recorda. Naquele ano, além das dificuldades de infra-estrutura o calor foi a maior delas , as vendas também ficaram além da expectativa, já que a mostra era novidade e o público ainda não conhecia os produtos da agricultura familiar. Participaram daquela edição em torno de 30 expositores. Ninguém imaginou que iria continuar, diz Brugalli.
O ano de 2005 foi um marco para a feira. A exposição ganhou, então, um espaço exclusivo e um pavilhão permanente dentro da Expointer, viabilizado por iniciativa e investimentos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Com melhores instalações, ampliação dos expositores e um reconhecimento cada vez maior por parte do público visitante, a Feira da Agricultura Familiar se firmou em definitivo. Nesta nona edição, são mais de 520 empreendimentos, dentre os quais, os produtos derivados de suínos do agricultor Samuel Brugalli, que retorna à Expointer satisfeito com a evolução da mostra, em todos os seus aspectos.
Comparando, do início até hoje, está muito melhor. É estrutura, vendas, diversidade de produtos, analisa o expositor, que vende uma média de 20 quilos de salame e copa por dia.
A expositora Maria Prior Agnolin, da Agroindústria Agnolin, de Nova Bassano, está apenas no seu segundo ano de feira, mas já identificou com precisão a principal vantagem de participar da mostra. No ano passado, as pessoas só passavam e provavam os produtos. Este ano, elas voltam e compram, porque já nos conhecem. Conquistamos e ampliamos a clientela com a divulgação que temos na feira, afirma.
Arroz quilombola
Esta edição da mostra também trouxe novidades que têm agradado e instigado o público. Uma delas é o arroz quilombola. A variedade oryza glaberrima foi a primeira a desembarcar em terras brasileiras. Levada à Feira da Agricultura

A Educação e o respeito à diversidade

A proposta de uma educação voltada para a diversidade é o grande desafio para os professores, pois deverão estar atentos às diferenças econômicas, sociais e raciais para buscar o domínio de um saber crítico que permita interpreta-las.

Pensar numa escola pública de qualidade é pensar na educação inclusiva. È questionar o cotidiano da escola.A construção da identidade (característica própria do ser humano) se faz com atributos culturais, Isto é, são conjuntos de elementos adquiridos pelo individuo através da sua herança cultural.
A escola deveria pensar em um currículo multicultural, pois estaríamos respeitando as diferenças raciais, culturais e étnicas. Isso ajudaria a preservar os valores básicos de nossa sociedade.Na proposta multicultural, a escola poderia elaborar um currículo que permitisse trabalhar com a realidade. A escola deve possibilitar a consciência de que todos têm a oportunidade de ter acesso escolar e nela permanecer.

Na escola ainda é um privilegio para crianças, jovens e adultos terem acesso ao conhecimento cientifico e artístico do saber sistematizado e elaborado.A escola é o espaço onde se encontra a maior diversidade cultural. Por isso trabalhar as diferenças é um grande desafio para o professor, pois ele é um facilitador no processo ensino-aprendizagem.

Alguns professores não se dão conta da diversidade étnica do país e às vezes, ignoram as dificuldades que o aluno tem no processo relacionado à sua cultura. Esses educadores talvez não receberam uma formação adequada para lidar com questões da diversidade e com preconceitos em sala de aula e no espaço escolar.Também fazem parte da metodologia de alfabetização de Paulo Freire, o Círculo de Cultura: Onde todos estão à volta de uma equipe de trabalho que não tem um professor ou um alfabetizador, mas um animador de debates que, como um companheiro alfabetizado, participa de uma atividade comum em que todos ensinam a aprendem. A Ficha de cultura: São cartazes, desenhos que despertam o pensamento dos educandos sobre a sua própria situação no mundo e sobre a situação de outros sujeitos, o homem é como um ser de relações sociais. Vale também lembrar Pinto quando afirma que:
“A capacitação crescente do educador se faz, assim, por duas
vias: A via externa, representada por cursos de aperfeiçoamento,
seminários, leitura de periódicos especializados etc., e a Via
interior, que é a indagação à qual cada professor se submete,
relativa ao cumprimento de seu papel social".
Trabalhar igualmente essas diferenças não é fácil. Pensar numa escola que integra questões étnico-raciais significa progredir para eliminar as desigualdades sociais, raciais, no direto de ser diferente, buscando uma educação mais democrática. Embora sabemos que seja quase impossível uma escola igual para todos, devemos acreditar que seja possível a construção de uma escola que reconheça as diferenças entre os alunos.

Aprender é próprio do homem, chegando a ser condição de sobrevivência. Pois, durante toda nossa vida estamos em constante processo de mudança, de aprendizagem. Podemos definir aprendizagem como uma mudança de comportamento e de desempenho de uma pessoa.

2 de março de 2011

EDUCAÇÃO NA DIVERSIDADE - APRENDIZAGENS E EXPERIÊNCIAS



Durante os momentos de estudo desta unidade houve momentos de angustia, uma vez que a cada momento que paramos para ler refletir e discutir assuntos no âmbito político e social isso de certa forma nos incomoda pois são conceitos, vivencias e uma série de fatores que entram em jogo. Na verdade conviver na diversidade é um tema polemico mesmo porque venho de uma educação tradicional com conceitos e convicções políticas e religiosa centradas no respeito ao próximo e semelhante logo de uma forma ou de outra sempre sobram ranços que precisam ser superados com o tempo. Logo, ao me deparar com os termos propostos nessa unidade, o que sempre pensei no senso comum passei a rever de forma mais coerente. Acredito que educação na diversidade é ao mesmo tempo, complexo e necessário daí a importância de aprendermos juntos e difundirmos o que realmente é diversidade pois no mundo globalizado em que vivemos é preciso urgentemente atentarmos para a formação dos jovens que recebem uma vasta quantidade de informações, modismos, e tantos outros fatores que permeiam sua formação mas que se mal interpretada pode causar sérios danos. Gostei muito da leitura pois todo conhecimento e descobertas nos levam a reflexão, e a reflexão a transformação, mudanças de paradigmas....

Educação e cidadania

Falar em cidadania já não é mais novidade, essa idéia está presente em nosso dia a dia. Na escola, nas ruas, nos meios de comunicação o conceito de cidadania vem conquistando espaço despertando interesse principalmente individual. Todos em busca de garantir seus direitos como cidadão.
Entretanto a idéia de cidadania não deve ser associada apenas em direitos e deveres já estabelecidos nas leis e norma das instituições sociais. O autor Clodoaldo faz uma oposição entre os dois tipos de cidadania a passiva e a ativa. Na passiva o foco é sempre o individuo na busca de garantir seus direitos, e como cidadão utiliza do discurso que paga impostos, assegurando e exigindo assim o cumprimento de seus direitos das partes dos governantes. Fomos ensinados a cumprir deveres cívicos enquanto cidadão, como votar, ser disciplinado, preservar matrimônio público, pagar impostos etc.
Portanto essa cidadania passiva nos leva a direito já estabelecidos pelos órgãos governamentais, transformando-nos em cidadão passivos.
Já a cidadania ativa é o oposto da cidadania passiva, na cidadania ativa é preciso um comprometimento com a vida coletiva, com o bem estar de todos e de todas, a cidadania caminha junto a solidariedade e aos direitos. Direitos- não privilégios.
A cidadania ativa precisa ser estimulada, pois cidadania é algo que se refere ao ato de organizar a polis, a cidade. Portanto ser cidadão ativo querer participação na esfera pública, ter como base o respeito em relação às diferenças e a superação das desigualdades. Cidadão ativo é alguém que participa dos problemas dos bairros da cidade, propõem soluções, interage com a comunidade, se preocupa com assuntos que podem vir a ser prejudicial a sua vida e a de sua comunidade. O exercício da cidadania ativa pressupõe e, ao mesmo tempo fortalece a democracia.
É importante salientar que o conceito de cidadania precisa ser trabalho desde a infância, pois na infância também há cidadania, diferentemente de como alguns pensam que as crianças não precisam ser estimuladas a exercer sua cidadania, e que a escola prepara o adolescente para ser cidadão somente no futuro. Segundo as teorias contemporâneas da Psicologia educacional, o ser humano aprende enquanto viver, e está em constante processo de formação.
Precisamos despertar em nossos alunos o senso crítico para serem cidadãos conscientes de seus direitos e deveres, serem compromissados com o futuro, flexivos e abertos a mudanças, pois em um mundo globalizado onde as informações circulam numa grande velocidade faz se necessário estar preparados para as constantes mudanças. Portanto cabe a nós educadores o papel decisivo na socialização de conhecimentos, para que o exercício da cidadania ativa venha se tornar uma realidade é necessário que adotemos práticas pedagógicas que possam oportunizá-los a desenvolver a plena cidadania que tanto sonhamos.